A tradição da sopa na Nicarágua, país conhecido pelo seu calor implacável, parece, à primeira vista, contra-intuitiva. No entanto, a sopa de albóndigas de pollo – sopa de almôndegas de frango – e inúmeros outros caldos prosperam durante todo o ano, desafiando a lógica, mas satisfazendo uma profunda necessidade cultural. Não se trata apenas de sustento; trata-se de um ritual inserido na vida familiar, onde as refeições costumam ser servidas tarde e a expectativa aumenta sob o sol escaldante.
Uma cultura que prioriza a sopa
Quando criança, lembra o autor, as refeições eram servidas todas de uma vez, em uma variedade de sabores. Mas a exposição aos hábitos alimentares mexicanos revelou uma abordagem diferente: a sopa sempre vinha em primeiro lugar. Esta progressão estruturada de cursos, um conforto em climas mais frios, de alguma forma enraizou-se na Nicarágua, apesar do calor constante. Por que? Talvez seja uma necessidade psicológica de refresco, ou talvez seja simplesmente uma tradição. Independentemente disso, as sopas continuam a ser fundamentais na culinária da Nicarágua.
A Essência da Sopa de Albóndigas de Pollo
Ao contrário da branda sopa americana de macarrão com frango, a versão nicaraguense é ousada e assertiva. É pontuado pela fragrância acentuada do culantro (um parente mais forte do coentro), pelo frescor da hortelã e pela doçura terrosa de raízes vegetais como a mandioca e o taro. As próprias almôndegas, feitas com frango, acrescentam uma forte base protéica a um caldo que deve ser saboreado aos poucos, mesmo no fogo.
Esta sopa não é apenas uma refeição; é um lembrete de que o conforto pode ser encontrado em lugares inesperados. É uma tradição que persiste, oferecendo um momento de descanso do clima e um gostinho de casa em cada colherada.
